Quando a escrituração sai da mesma base que registrou a venda, não existe 'fechar o SPED' — ele já está fechado.
Por Daniel Castor, Responsável pelos módulos contábil e de ativo imobilizado do b2click. Atualizado em 12/10/2026.
Na maioria das operações, o SPED é montado fora do sistema que registrou as vendas: exporta-se um arquivo, o escritório importa em outro software, ajusta divergência, valida, retifica. Cada fronteira dessas é uma chance de erro — e retificação de SPED é das tarefas mais caras da rotina contábil.
A abordagem do b2click é oposta: a escrituração sai da mesma base de dados que registrou cada venda, cada compra e cada lançamento contábil. O arquivo não é uma 'exportação interpretada' — é o espelho direto da operação.
A EFD ICMS-IPI mensal substitui os antigos livros fiscais (Entradas, Saídas, Apuração de ICMS e IPI). O b2click gera o arquivo completo: cadastros (Bloco 0), documentos de mercadoria — NF-e, NFC-e, devoluções (Bloco C), transporte e energia (Bloco D), apuração de ICMS e IPI (Bloco E), CIAP do ativo imobilizado (Bloco G), inventário físico (Bloco H) e produção/consumo (Bloco K), com fechamento e contagem no Bloco 9.
Posto de combustível tem exigências além da EFD: em vários estados o prazo é mais rígido, e existem layouts específicos do setor — como o SIMP (informações de produtos à ANP) e o SCANC (substituição tributária de combustíveis). O sistema trata esses arquivos como parte da rotina, não como projeto especial.
Detalhe que derruba muita escrituração: o layout da EFD muda de versão praticamente todo ano. O b2click gera o arquivo na versão vigente do período de apuração — inclusive retroativo — para retificações não quebrarem na validação.
Dentro da própria EFD, o posto ainda tem um grupo de registros só seu, o do combustível (registros 1300 a 1370), explicado nas seções a seguir com o que o validador confere em cada um.
O registro 1300 é a movimentação diária de combustíveis da EFD ICMS-IPI, no Bloco 1, e é entregue pelo comércio varejista de combustíveis — os postos. Ele leva para a escrituração as informações do LMC, com as mesmas contas do livro: estoque de abertura, volume recebido, volume disponível, saídas, estoque escritural, perda, ganho e estoque de fechamento, sempre em litros. É um registro por combustível e por data de fechamento, mesmo que tenha havido intervenção na bomba no dia. O GNV fica fora, como no LMC.
Abaixo do 1300 vêm o 1310, com a movimentação de cada tanque, e o 1320, com as leituras do encerrante de cada bico. Os registros 1350, 1360 e 1370 descrevem as bombas, os lacres e os bicos, e o C171, em cada nota de entrada, informa em que tanque o combustível foi armazenado e quantos litros. O campo IND_COMB do registro 1010 diz se o estabelecimento teve movimentação ou estoque de combustível no período; havendo 1300 no arquivo, os registros 1310, 1350, 1360 e 1370 passam a ser obrigatórios.
Desde 01/09/2025, o LMC também está na lista de livros fiscais que o contribuinte escritura pela EFD: o Ajuste SINIEF nº 14/2025 acrescentou o inciso VIII ao § 3º da cláusula primeira do Ajuste SINIEF nº 2/2009. A exigência da ANP sobre o livro continua na Resolução ANP nº 884/2022, explicada no guia do LMC desta Central Fiscal. Como o seu estado aplica cada regra, confirme com a SEFAZ e com o contador.
Fontes oficiais: Guia Prático da EFD ICMS-IPI, versão 3.2.4 (atualização de 30/07/2026), registros 1010 (p. 290), C171 (p. 86) e 1300 a 1370 (p. 297 a 301); Ajuste SINIEF nº 14/2025 (CONFAZ); Ajuste SINIEF nº 2/2009, cláusula primeira, § 3º, VIII (CONFAZ).
O 1310 repete as contas do 1300 para cada tanque. O volume recebido é o das notas de entrada daquele tanque no dia, informado no C171 de cada nota, e o fechamento físico é o volume medido no tanque no fim do dia. A soma dos fechamentos físicos dos tanques tem de ser igual ao estoque de fechamento do 1300. Tanques interligados, em que não dá para saber qual alimentou cada bico, entram somados num único 1310, com o número de um deles — o mesmo informado no cadastro dos bicos (1370). A partir do período de apuração de janeiro de 2026, o 1310 ganhou o campo 11: a capacidade de armazenagem do tanque, em litros.
O 1320 é o volume de vendas de cada bico, e venda, aqui, é toda saída a qualquer título: leitura final do encerrante, menos a leitura inicial, menos o volume das aferições. Sem intervenção na bomba, há um registro por bico no dia. Cada intervenção abre um registro novo para o bico, com o número da intervenção, o nome e o CPF do técnico autorizado pelo Inmetro e o CNPJ da empresa responsável, e com os valores desde a intervenção até a próxima ou até o fim do dia. Quando o contador chega ao valor máximo de leitura, são dois registros: o primeiro até o valor máximo e o segundo começando do zero até a leitura final.
Por isso a sequência das leituras importa. Quando a leitura de abertura de um bico não é igual à de fechamento anterior do mesmo bico — a descontinuidade de encerrante —, o arquivo e o LMC precisam mostrar o porquê: uma intervenção registrada no 1320 (e, se o encerrante foi trocado ou modificado, anotada nas observações do LMC com o volume do antigo e do novo) ou a virada do contador. Sem uma das duas, a diferença fica sem explicação.
Fontes oficiais: Guia Prático da EFD ICMS-IPI, versão 3.2.4, registros 1310 e 1320 (p. 298 e 299) e alterações do leiaute 2026 (p. 18); Resolução ANP nº 884/2022, Anexo, item 13.3 (DOU de 08/09/2022).
Antes da assinatura e da transmissão, o arquivo passa pelo programa validador do SPED, que verifica a consistência das informações. O próprio Guia Prático avisa que as regras de validação podem ser alteradas a qualquer tempo e que a falta de uma regra específica não dispensa informação que existe: passar no validador quer dizer que o bloco de combustível é consistente, não que ele está certo.
Como o 1300 repete o LMC, cada diferença do livro reaparece no arquivo: tanque errado na descarga, aferição sem registro, intervenção sem anotação, leitura de encerrante copiada errado. A lista abaixo junta, registro por registro, o que o Guia Prático manda conferir e o que fazer quando não bate. Para retificar um mês antigo, o Guia manda usar o leiaute vigente no período de apuração e a versão do validador atualizada na data da transmissão.
Fonte oficial: Guia Prático da EFD ICMS-IPI, versão 3.2.4, capítulo I, seção 3 (apresentação do arquivo e retificação).
As regras do Guia Prático da EFD ICMS-IPI para o bloco de combustível, cada uma com o que significa e o que fazer quando o validador acusa ou a conta não fecha. Imprima e use na conferência do mês, antes de validar o arquivo.
Lista de apoio feita a partir do Guia Prático da EFD ICMS-IPI, versão 3.2.4 (atualização de 30/07/2026); não substitui o Guia vigente, a legislação do seu estado nem a orientação do seu contador.
A EFD-Contribuições é arquivo separado, com layout próprio, onde vivem as apurações de PIS e COFINS: o que a empresa deve (contribuições dos regimes cumulativo e não cumulativo) e o que aproveita (créditos de aquisição, energia, aluguel, frete, com seus ajustes).
O ponto que costuma virar dor de cabeça é o crédito que sobra de um mês para o outro: o b2click controla o saldo de crédito fiscal entre competências — o que foi aproveitado, o que foi transferido, o que resta — e trava exclusões de apuração que deixariam competências posteriores órfãs de crédito.
ECD (Escrituração Contábil Digital) é o livro diário, razão e balancetes em formato digital; ECF (Escrituração Contábil Fiscal) é a apuração de IRPJ e CSLL com LALUR. São obrigações anuais, entregues em meados do ano seguinte, obrigatórias para Lucro Real e Presumido — e são o terror de quem contabiliza fora do sistema, porque exigem o ano inteiro consistente.
No b2click, a contabilidade é dirigida pela operação: cada venda, compra e pagamento gera partida dobrada no razão no momento em que acontece. A ECD é a leitura desse razão; a ECF parte do mesmo resultado. Não existe 'montar a contabilidade' em julho — ela já existe, dia a dia, conciliável com o extrato bancário.
O escritório deixa de ser digitador e passa a ser revisor: recebe SPED validado, razão fechado e balancete conciliado, e usa o tempo para análise tributária — o trabalho que de fato reduz imposto. É por isso que o b2click mantém contadores e analistas fiscais dentro do próprio time de desenvolvimento: a regra nova entra no produto interpretada por quem domina a regra, não traduzida de um manual.
Sim — blocos 0, 1, 9, B, C, D, E, G, H e K, incluindo o Bloco G (CIAP do ativo imobilizado) e o Bloco H (inventário). O arquivo sai validável no PVA da Receita.
Fazem parte da rotina do sistema. O SIMP (informações de produtos à ANP) e o SCANC (substituição tributária de combustíveis) saem da mesma base de movimentação de combustível que alimenta a EFD.
É o registro do Bloco 1 da EFD ICMS-IPI com a movimentação diária de cada combustível do posto: estoque de abertura, volume recebido, volume disponível, saídas, estoque escritural, perda, ganho e estoque de fechamento, em litros. É um registro por combustível e por dia, que leva para a escrituração as informações do LMC; abaixo dele ficam o 1310 (por tanque) e o 1320 (por bico).
Fonte oficial: Guia Prático da EFD ICMS-IPI 3.2.4, registros 1300 a 1320 (p. 297 a 299).
O comércio varejista de combustíveis — os postos. O campo IND_COMB do registro 1010 informa se houve movimentação ou estoque de combustível no período; se houve, o 1300 entra no arquivo, e os registros de tanques (1310), bombas (1350), lacres (1360) e bicos (1370) passam a ser obrigatórios.
Fonte oficial: Guia Prático da EFD ICMS-IPI 3.2.4, registros 1010 (p. 290) e 1300 (p. 297) e tabela de obrigatoriedade (p. 344).
O 1310 é a movimentação diária de cada tanque, com as mesmas contas do 1300 e, desde janeiro de 2026, a capacidade do tanque em litros. O 1320 é o volume de vendas de cada bico: leitura final do encerrante, menos a inicial, menos as aferições — um registro por bico no dia, e mais um para cada intervenção na bomba.
Fonte oficial: Guia Prático da EFD ICMS-IPI 3.2.4, registros 1310 e 1320 (p. 298 e 299).
É quando a leitura de abertura de um bico não é igual à leitura de fechamento anterior do mesmo bico. O Guia Prático da EFD prevê dois casos, cada um com registro próprio: intervenção na bomba (um 1320 a mais, com os dados da intervenção) e contador que chegou ao valor máximo (dois 1320, o segundo começando do zero). Fora disso, a causa está na origem — leitura anotada errada ou dia sem registro — e é lá que se corrige.
Fontes oficiais: Guia Prático da EFD ICMS-IPI 3.2.4, registro 1320 (p. 299); Resolução ANP nº 884/2022, Anexo, item 13.3.
Porque alguma regra do bloco de combustível não foi cumprida: mais de um 1300 para o mesmo combustível e dia, código do combustível sem cadastro no 0200, data fora do período do arquivo, soma dos fechamentos dos tanques diferente do fechamento do 1300 ou tanque repetido no 1310. A lista desta página traz cada regra e o que fazer. E passar no validador não basta: o Guia avisa que a falta de uma regra específica não dispensa informação que existe.
Fonte oficial: Guia Prático da EFD ICMS-IPI 3.2.4, capítulo I, seção 3, e registros 1300 a 1370 (p. 297 a 301).
Desde 01/09/2025: o Ajuste SINIEF nº 14/2025 acrescentou o LMC à lista de livros fiscais que o contribuinte escritura pela EFD (Ajuste SINIEF nº 2/2009, cláusula primeira, § 3º, VIII). A exigência da ANP sobre o livro continua na Resolução ANP nº 884/2022.
Fontes oficiais: Ajuste SINIEF nº 14/2025 (CONFAZ); Ajuste SINIEF nº 2/2009, cláusula primeira, § 3º (CONFAZ).
Do mesmo fechamento que preenche o LMC: o dia só fecha quando o combustível bate, a quebra de sequência do encerrante aparece na hora, na conferência do turno, e a mesma movimentação alimenta o LMC e a EFD ICMS-IPI, sem redigitar o livro no arquivo.
O sistema controla o saldo de crédito fiscal entre competências: aproveitamento, transferência e saldo restante ficam registrados, e a apuração seguinte já parte do saldo correto. Exclusões que quebrariam a cadeia são bloqueadas.
Não, porque o razão é construído pela operação o ano inteiro (partida dobrada automática a cada venda, compra e pagamento). ECD e ECF são geradas a partir desse razão — a preparação é revisão, não reconstrução.
O sistema gera o arquivo na versão de layout vigente no período de apuração, mesmo retroativo — retificação de período antigo sai no layout daquele período, como o validador exige.