Encerrante por bico, medição de tanque e fechamento de turno na mesma amarração — o LMC deixa de ser um caderno para virar consequência.
Todo posto revendedor é obrigado a manter o LMC: o registro diário, por produto, de estoque inicial, recebimentos, vendas, perdas e estoque final de combustível. Na prática, muitos postos ainda preenchem o livro à mão ou numa planilha, no fim do dia, 'fazendo bater' os números — e é exatamente esse LMC de gabinete que não resiste a uma fiscalização cruzada com as notas e o caixa.
A fragilidade é estrutural: se o LMC é preenchido fora do sistema que registra as vendas, qualquer diferença entre bico, tanque e caixa fica invisível até o fiscal chegar.
No b2click, o LMC é um subproduto do fechamento de caixa. Os encerrantes de cada bico são coletados por turno (da automação de pista, quando existe, ou digitados com conferência); a medição de tanque entra por telemetria (medidores como Veeder-Root) ou por régua; as notas de recebimento de combustível já estão no sistema pela entrada fiscal.
Com esses três pontos amarrados — bico, tanque e documento — o livro se preenche sozinho, dia a dia, produto a produto, no padrão da ANP. E o mais importante: o sistema bloqueia a consolidação do dia quando o combustível não bate além da tolerância, forçando a operação a explicar a diferença no dia em que ela aconteceu, não no fim do mês.
Diferenças de combustível existem: variação térmica, aferição de bomba, quebra operacional. O que o fisco não aceita é diferença sem histórico. Com o LMC digital, cada ajuste tem data, turno, produto, responsável e motivo — a trilha que transforma uma diferença explicável em não-autuação.
O mesmo registro alimenta a gestão: perda recorrente num tanque específico é sintoma (vazamento, bomba desaferida, fraude) que aparece no indicador antes de virar prejuízo relevante.
A movimentação que sustenta o LMC é a mesma que alimenta a EFD ICMS-IPI, o SIMP da ANP e o SCANC da substituição tributária. Um dado, várias obrigações — sem redigitar e, portanto, sem divergir entre elas. Quando a fiscalização cruza LMC, SPED e notas, os três contam a mesma história porque nasceram do mesmo registro.
Sim. O livro é gerado por produto e por dia com estoque inicial, recebimentos, vendas, perdas/sobras e estoque final, no formato exigido pela regulação da ANP para revendedores.
Não. Com telemetria (ex.: Veeder-Root) a medição entra sozinha; sem ela, a medição de régua é digitada com conferência. A amarração encerrante × tanque × caixa funciona nos dois cenários.
O fechamento do dia é bloqueado além da tolerância configurada. A diferença precisa ser tratada (medição refeita, perda justificada, encerrante corrigido) no dia em que ocorreu — o que gera a trilha de auditoria que a fiscalização espera encontrar.
Ninguém, na prática: ele se preenche como consequência do fechamento de turno/caixa. O papel do gestor é tratar exceções (diferenças), não digitar o livro.