Reforma tributária no posto: o que fazer em 2026 para não virar refém da transição

A reforma tributária saiu do noticiário e entrou no calendário: 2026 marca o início da fase de testes da CBS e do IBS, e daqui até 2033 o varejo brasileiro vai operar com dois sistemas tributários ao mesmo tempo. Para a maioria dos setores isso já é complexo. Para combustíveis — que vivem de monofásico, substituição tributária e regra específica por produto — é o tipo de mudança que separa quem se preparou de quem vai improvisar.

A boa notícia: o que precisa ser feito agora é concreto, barato e está sob seu controle.

O que muda, em uma respirada

Traduzindo para o balcão: durante a transição, cada documento fiscal e cada apuração vão carregar os dois mundos. O sistema que emite sua NFC-e e monta seu SPED vai precisar tratar ICMS/ST/monofásico e IBS/CBS lado a lado, produto a produto.

O erro que vai custar caro: achar que é problema de 2029

O cronograma engana. A alíquota cheia vem depois, mas os campos novos nos documentos fiscais, os cadastros e as apurações de teste chegam primeiro — e quem chegar na virada com cadastro sujo vai sofrer em dobro, porque o enquadramento IBS/CBS deriva exatamente de onde hoje mora a maior parte dos erros: NCM, CEST e CST dos produtos.

Um NCM errado hoje gera autuação eventual. Na transição, ele contamina duas apurações ao mesmo tempo.

O checklist de 2026 (comece por aqui)

  1. Saneie o cadastro de produtos. NCM, CEST e CST revisados — combustíveis, conveniência, tudo. É trabalho chato e é o de maior retorno. Se o seu sistema tem um motor de tributação por produto, essa revisão é feita uma vez e vale para emissão, compra e apuração juntas.
  2. Pergunte ao seu fornecedor de sistema como os campos de IBS/CBS vão chegar. A resposta certa é "pelo ciclo normal de atualização, sem projeto de migração". Se a resposta envolver orçamento à parte ou troca de versão paga, você já sabe o tamanho do problema que vai ter.
  3. Exija apuração por produto, não "no bolo". Com crédito amplo, despesas que hoje não geram crédito passarão a gerar — a margem real por produto muda mesmo sem mudar preço de compra. Quem apura no agregado vai enxergar o efeito com meses de atraso.
  4. Acompanhe a tabela de carga estimada (IBPT) e as regras de transparência no cupom. Elas também mudam com a reforma, e o consumidor vai ver o número na nota.
  5. Traga o contador para perto do sistema. A transição vai exigir decisões mensais (crédito, enquadramento, convivência de regimes). Contador que recebe o razão pronto do sistema decide; contador que redigita, apaga incêndio.

O que estamos fazendo do nosso lado

Na Redesoft, a preparação para a reforma acontece no mesmo lugar onde sempre tratamos tributo: o motor único de tributação por produto do b2click. Os regimes novos entram como parametrização — convivendo com ICMS, ST e monofásico atuais durante toda a transição — e as atualizações chegam pelo ciclo normal de versão, interpretadas pelo nosso time fiscal interno, que tem contadores de formação dentro do desenvolvimento.

Nosso compromisso é simples de verificar: o cliente recebe atualização, não lição de casa.


Para o quadro completo — como o combustível é tributado hoje, o que o regime específico prevê e o impacto no caixa — leia o guia Reforma tributária e monofásico na Central Fiscal.