Bomba nova, tanque, cobertura de pista, veículos, equipamentos, móveis, máquinas: todo bem durável carrega ICMS que pode voltar em 48 parcelas — se o controle for feito direito.
Ativo imobilizado é todo bem durável que a empresa compra não para revender, mas para usar na operação: a bomba de combustível nova, o tanque, o compressor, a cortadora de frios da conveniência, o veículo da empresa, a cobertura da pista, equipamentos industriais, móveis e utensílios, máquinas de produção. Cada um desses bens entra na contabilidade com valor de aquisição, conta contábil e centro de custo — e passa a ser acompanhado por anos, depreciando mês a mês até zerar contabilmente.
A diferença entre tratar isso numa planilha e tratar dentro do ERP é enorme: no b2click o bem nasce do próprio documento fiscal de compra, herda valor e impostos da nota, e cada etapa da vida dele (instalação, uso, venda, perda) gera automaticamente o lançamento contábil correspondente no razão.
Quando a empresa compra mercadoria para revenda, o ICMS destacado na nota vira crédito imediato. Com ativo imobilizado é diferente: a LC 87/96 (Lei Kandir) permite aproveitar o ICMS do bem ao longo de 48 meses — 1/48 por mês — através do CIAP, o Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente. É dinheiro que a maioria dos postos deixa na mesa, porque controlar 48 parcelas por bem, por anos, numa planilha, é inviável.
O b2click gera as 48 parcelas automaticamente no momento da ativação do bem e escritura cada uma no Bloco G do SPED Fiscal. Se o bem for vendido antes das 48 parcelas encerrarem, o crédito ainda não aproveitado precisa ser estornado — e o sistema faz o estorno junto com o lançamento de baixa, sem intervenção manual.
Um bem nem sempre entra em uso no dia da compra. Uma linha de produção que chega em contêineres pode levar meses para ser instalada; nesse período, o valor fica numa conta de 'obra em andamento'. Quando o bem entra em operação, acontece a ativação: o sistema transfere o saldo da conta de obra para a conta patrimonial definitiva, inicia o CIAP e libera a depreciação.
Anos depois, na venda ou perda do bem, a baixa reverte tudo: lançamento contábil de baixa, estorno do CIAP restante e registro do resultado da alienação. Em todos os pontos sensíveis — alterar valor já depreciado, dar baixa — o sistema exige permissão específica e audita quem autorizou, o quê e quando.
Para quem está migrando de outro sistema, existe ativação em massa: os bens que a empresa já possuía são carregados de uma vez, com dados de aquisição e depreciação acumulada, e entram no controle sem recomeçar do zero.
A depreciação mensal (linear ou por taxa) é calculada e lançada pelo sistema: débito na despesa, crédito na depreciação acumulada, atualização do valor residual do bem. O DRE do mês já nasce com a despesa de depreciação correta — sem o contador precisar 'lembrar' de lançar.
Casos especiais são tratados: suspensão temporária de depreciação (bem parado), bens compostos (um bem principal com componentes), e a amarração de tudo isso com o centro de custo, para o gestor saber quanto cada área da operação consome de capital.
O Bloco G do SPED Fiscal é o espelho do CIAP: o fisco cruza o que a empresa declarou de crédito de ativo com as notas de compra e com as baixas. Crédito aproveitado sem lastro, ou bem vendido sem estorno do CIAP, é autuação certa. Com o controle dentro do ERP, o Bloco G sai da mesma base que gerou os lançamentos — não existe 'planilha paralela' para divergir.
Não. Para ativo imobilizado a LC 87/96 determina o aproveitamento em 48 parcelas mensais (1/48 por mês) via CIAP — diferente da mercadoria de revenda, cujo crédito é imediato. O b2click gera e escritura as parcelas automaticamente.
É o bloco da EFD ICMS-IPI que escritura o CIAP: os bens do ativo permanente, os créditos de ICMS apropriados no mês e os estornos. O b2click gera o Bloco G a partir do próprio cadastro de bens e movimentos, sem digitação.
O crédito de ICMS ainda não aproveitado deve ser estornado. No b2click, o lançamento de baixa do bem já faz o estorno do CIAP restante e o registro contábil correspondente.
Não. Enquanto está 'em andamento' (montagem/instalação), o valor fica em conta de obra em andamento, sem depreciar e sem CIAP. A depreciação e o crédito começam na ativação, quando o bem entra em uso.
Não. A ativação em massa carrega o parque de bens existente com valores de aquisição e depreciação acumulada, colocando tudo sob controle do CIAP e da depreciação mensal de uma vez.