Num posto de combustível, mais de 70% do faturamento costuma passar por cartão ou Pix. E aqui mora um risco silencioso: entre a venda no PDV e o dinheiro na conta existem taxas, prazos, antecipações, ajustes e estornos — e cada elo dessa corrente pode vazar dinheiro sem ninguém perceber.
Taxa cobrada acima do contrato. Você negociou um MDR de 1,5% no débito, mas a operadora está descontando 1,79%. Em um posto que fatura R$ 1 milhão por mês no cartão, essa diferença de 0,29 ponto percentual são quase R$ 3 mil mensais — R$ 35 mil por ano — saindo sem nota, sem aviso e sem alarde.
Venda capturada e não depositada. O terminal aprovou, o cupom saiu, o cliente foi embora. Mas por falha de processamento a transação não entrou no lote de liquidação. Sem conciliação, essa venda simplesmente desaparece: o combustível saiu do tanque e o dinheiro nunca chegou.
Antecipações e ajustes mal explicados. Antecipar recebíveis tem custo, e ajustes retroativos (aluguel de máquina, tarifas avulsas, chargebacks) chegam misturados no extrato da operadora. Sem cruzar item a item, o total "parece certo" — e nunca é.
O extrato da operadora fala uma língua (lotes, NSU, resumos de venda), o seu PDV fala outra (cupons, turnos, formas de pagamento). Cruzar os dois na planilha exige horas de digitação para cada bandeira, cada adquirente, cada dia. Na prática, quem confere manualmente confere por amostragem — e vazamento pequeno e recorrente é justamente o que amostragem não pega.
Quando isso roda todos os dias, a conversa com a operadora muda de figura: em vez de desconfiar, você chega com o relatório — data, NSU, valor e diferença.
Em um setor em que a margem líquida se mede em centavos por litro, recuperar 0,3% do faturamento de cartão não é detalhe contábil: é resultado direto no fim do mês. O módulo CONSYNC do b2click faz exatamente esse ciclo — importa, cruza, aponta taxa acima do contrato e venda não creditada — integrado ao mesmo sistema que registrou a venda na pista. Sem planilha, sem amostragem, sem surpresa.